Certa vez ouvi um empresário dizer que seu tratado de ética na empresa era composto por uma frase, e que se a mesma fosse cumprida grande parte dos problemas internos estariam solucionados. O tratado era este: “Nunca fale de ninguém que não esteja presente para ouvir seu comentário, sua crítica ou seu elogio”.

Simples e eficiente.

Porém, o que vejo por aí com bastante frequência (e muita preocupação) é algo completamente oposto a isso…

Vejo surgir nas empresas Brasil afora o que chamo de “a cultura da crítica”.

Como assim? 

Nestas empresas, dedos são apontados para todos os lados. As pessoas falam mal umas das outras, os times falam mal uns dos outros, a empresa é criticada o tempo todo; por todo mundo.

O processo é cíclico e de repente volta com muita força, desestabilizando profissionais, acabando com a autoestima e desestimulando a busca por bons resultados.

O pior é que as críticas na maioria das vezes não têm a intenção de construir uma nova realidade, mas sim de “destruir” alguma coisa – ou alguém. Ou seja, em grande parte as críticas têm um caráter muito mais pessoal do que efetivamente um objetivo nobre.

a cultura da crítica

Como mudar isso

Toda crítica deveria vir junto com uma sugestão, melhor seria se a sugestão viesse antes da crítica, e melhor ainda se existisse apenas a sugestão de como fazer melhor. Isso sim seria o melhor dos mundos e essa sim é a crítica de fato positiva. Pois aí estamos falando do mundo das ideias, do crescimento pessoal, profissional e empresarial.

Gostaria de propor, então, que você passasse a prestar muita atenção se sua empresa ou seu departamento não está sendo dominado por pessoas que usam a crítica como forma de inibir ou de poder. Se assim for, primeiramente não seja um incentivador dessa cultura da crítica. Depois, sugira que as críticas venham sempre acompanhadas de sugestões de melhoria e, aos poucos, acabe com este mal que pode acabar com uma empresa.

É a única forma de a situação não ficar crítica para você.

Marcelo Caetano

cartano_smallMarcelo Caetano atua há mais de 18 anos como palestrante de vendas, consultor, empresário e autor de livros. Já são mais de 80 empresas atendidas em projetos de consultoria.

Desenvolve Treinamentos In Company desde 1998 e desde 2002 é colunista da Revista VendaMais, a mais importante publicação de vendas do Brasil.

Atualmente está à frente da VendaMais como Diretor-Executivo e Comercial.

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